A última varredura do Garimpo 2.0 trouxe um recorte bastante interessante do mercado: depois de analisar 242 ações e aplicar filtros mais rigorosos, sobraram apenas 18 nomes realmente validados pela estratégia. Isso mostra como o processo de triagem consegue separar, de forma objetiva, as oportunidades mais consistentes do ruído do mercado.
O que o Garimpo analisou
Nesta rodada, o universo inicial contou com 242 ações dentro do padrão de 30 indicadores, com uma listagem preliminar que serviu apenas como comparação com a base vinda do Status Invest. Em seguida, o processo de limpeza removeu 111 ações sem liquidez, deixando a análise mais assertiva e focada apenas em ativos negociáveis.
Depois dessa etapa, o sistema trabalhou com 131 ações. A partir daí, o detector foi calibrado com critérios mais rígidos: o range de PVP foi reduzido para buscar ainda mais desconto, e o dividend yield mínimo subiu de 4 para 6, tornando o filtro mais seletivo diante do cenário de mercado mais fraco.
A filtragem ficou mais exigente
O impacto dessa calibragem foi direto: das 131 ações analisadas, 113 foram eliminadas por não passarem nos filtros de indicadores. No fim, apenas 18 ativos permaneceram elegíveis para o ranking final, o que reforça a ideia de que a estratégia não busca quantidade, e sim qualidade.
Esse é justamente o ponto mais valioso do método: ele não olha só para preço barato, mas também para a combinação entre valuation, dividendos e consistência nos fundamentos. Em outras palavras, o Garimpo tenta encontrar empresas que façam sentido dentro de uma estratégia de renda e desconto ao mesmo tempo.
O pódio da semana
3º lugar: Petrobras

Em terceiro lugar aparece a Petrobras, cotada a R$ 49,41, com PVP de 1,53 e PL de 5,78. O que chama atenção aqui é a recorrência da empresa no ranking, o que sugere que ela continua surgindo como uma opção relevante dentro da lógica do Garimpo.
Para quem acompanha esse tipo de filtro, a repetição de um nome como Petrobras não é um detalhe menor: ela indica que a ação segue combinando preço atrativo e múltiplos que ainda chamam atenção do investidor que busca valor.
2º lugar: Cemig

Na segunda posição está a Cemig, negociada a R$ 12,32, com PL de 7,20, PVP de 1,23 e dividend yield de 13,73. É uma empresa de energia que costuma aparecer com frequência nesse tipo de seleção, especialmente por combinar distribuição de dividendos e múltiplos interessantes.
Além disso, o desempenho histórico citado na transcrição reforça sua reputação entre investidores que priorizam renda passiva e estabilidade setorial. Quando uma empresa aparece repetidamente bem posicionada, isso costuma merecer atenção extra na análise.
1º lugar: SHUL4

A campeã da semana foi SHUL4, cotada a R$ 5,15, com PL de 6,37, PVP de 1,23 e dividend yield de 19,27. A presença dela no topo em duas semanas consecutivas chama atenção porque sugere consistência dentro do recorte adotado pelo Garimpo.
Esse tipo de recorrência é exatamente o que costuma interessar ao investidor que acompanha rankings semanais: não basta aparecer uma vez, é importante observar se a empresa continua passando pelos mesmos critérios em diferentes leituras de mercado.
Menções que merecem atenção
Além do top 3, a lista final ainda trouxe nomes que podem ser úteis para acompanhamento, como Kepler Weber, que apareceu entre as ações destacadas do fechamento. Em um mercado mais volátil, esses ativos “fora do pódio” muitas vezes merecem monitoramento porque podem entrar no radar nas próximas semanas.
Também vale notar que o conteúdo reforça a importância de acompanhar os rankings anteriores, já que ações como Petrobras e SHUL4 voltaram a aparecer entre as melhores colocadas. Esse tipo de repetição pode ajudar o investidor a identificar padrões em vez de reagir apenas ao resultado de uma única semana.

Como interpretar esse ranking
O principal valor desse tipo de seleção está no processo, não apenas no resultado final. Primeiro vem o universo amplo, depois a limpeza por liquidez, em seguida os filtros por indicadores e, por fim, o ranking das ações que sobreviveram à triagem.
Na prática, isso ajuda a evitar decisões baseadas só em preço ou em manchetes. Para o investidor, o mais interessante é usar esse top 3 como ponto de partida para estudo, e não como recomendação automática de compra.
Fechamento
Se você acompanha ações de valor e busca empresas com bom potencial de dividendos, esse tipo de ranking semanal pode ser uma ótima bússola para a sua análise. O mais importante é observar a recorrência dos ativos, os múltiplos e o contexto de mercado antes de tomar qualquer decisão.